O amarelo claro dos pés de são-joão
brilha na vegetação árida do sertão,
espalha-se pelas planícies, pelos vales
e sobe os morros avolumados
no meio do nada, do pó, da poeira.
Tal qual ouro, reluz onde
outrora brilhavam apenas
os feixes cortantes do Sol.
Sinal que traz chuva.
Minha primavera de desejos
talvez não tenha ficado para trás.
A esperança renasce na casca do juazeiro,
nos cantos da cigarra e do sabiá,
na brisa fria...
como sinais que só
o homem do sertão reconhece.
Para Tiago
domingo, 31 de outubro de 2010
Primavera de desejos
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1 comentários:
Bonito Lú.
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