Morar em prédio grande tem inúmeras desvantagens, mas lá no fundo restam algumas vantagens. Hoje constatei que nada da sua vida escapa aos vizinhos sempre atentos. Sabem se você tem namorado ou não, sabem quem mora com você, sabem exatamente quando você sai e volta para casa. Gravam todos os detalhes da sua rotina. Ninguém escapa.
Pois bem, vejam só o que um objeto esquecido em casa por provocar em um prédio com 320 apartamentos. Domingo para uns é sinônimo de tédio e maresia. Segunda-feira está batendo na porta e na TV não há nada interessante. De repente, avistam algo aceso na janela oposta. As luzes estão apagadas e somente um clarão vermelho preenche o espaço. Isso bastou para alguém ligar para o 193. Mobilização formada com direito a espectadores no pátio e no prédio em frente.
Muitos podem duvidar, mas conheço muita gente que tem o sangue jornalístico correndo nas veias e sem estudar para isso. Dona Luciene, correspondente de Itaparica, não me deixa mentir. Bastou que eu descesse alguns degraus e me aconchegasse no pátio para logo saber o motivo daquele alvoroço todo. Os bombeiros já tinham chegado e nesta hora, o carro deles já provocava congestionamento na rua. Resultado da minha investida: alguém saiu para aliviar o tédio da noite de domingo e esqueceu uma vela acesa no apto 709. Meus vizinhos repórteres sabiam até que aquela era uma vela de sétimo dia, daquelas grandes cuja parafina demora para ser consumida.
Coitados dos bombeiros, uma porta quebrada e uma vela apagada foi o que sobrou da “operação apaga fogo”. Pelo que ouvi aqui, a vela estava lá na paz dela sem espalhar as suas chamas. Nada foi queimado. Só os meus vizinhos que ficaram “em chamas”. O que um domingo de tédio e olhares atentos não fazem?! Acho que o morador nunca mais esquecerá nada aceso em casa. A mobilização alheia custou-lhe caro. E agora, quem pagará pela porta? A vizinhança?!
Pois bem, vejam só o que um objeto esquecido em casa por provocar em um prédio com 320 apartamentos. Domingo para uns é sinônimo de tédio e maresia. Segunda-feira está batendo na porta e na TV não há nada interessante. De repente, avistam algo aceso na janela oposta. As luzes estão apagadas e somente um clarão vermelho preenche o espaço. Isso bastou para alguém ligar para o 193. Mobilização formada com direito a espectadores no pátio e no prédio em frente.
Muitos podem duvidar, mas conheço muita gente que tem o sangue jornalístico correndo nas veias e sem estudar para isso. Dona Luciene, correspondente de Itaparica, não me deixa mentir. Bastou que eu descesse alguns degraus e me aconchegasse no pátio para logo saber o motivo daquele alvoroço todo. Os bombeiros já tinham chegado e nesta hora, o carro deles já provocava congestionamento na rua. Resultado da minha investida: alguém saiu para aliviar o tédio da noite de domingo e esqueceu uma vela acesa no apto 709. Meus vizinhos repórteres sabiam até que aquela era uma vela de sétimo dia, daquelas grandes cuja parafina demora para ser consumida.
Coitados dos bombeiros, uma porta quebrada e uma vela apagada foi o que sobrou da “operação apaga fogo”. Pelo que ouvi aqui, a vela estava lá na paz dela sem espalhar as suas chamas. Nada foi queimado. Só os meus vizinhos que ficaram “em chamas”. O que um domingo de tédio e olhares atentos não fazem?! Acho que o morador nunca mais esquecerá nada aceso em casa. A mobilização alheia custou-lhe caro. E agora, quem pagará pela porta? A vizinhança?!

2 comentários:
Lu, gostei do texto!
Não conhecia seu blog, vou visitá-lo mais vezes.
Beijão!
Como relatos tão bem escritos podem prender nossa atenção!!! ..
Amei o texto Luu!!! Parabénss!!
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