Miguel Calmon é tão longe,
fica encravada nas montanhas,
mas não me deixa dormir,
mesmo a léguas de distância.
Me deixa aflita de tanta saudade
e me embriaga, solitária, na escuridão.
Meus instantes estampados em reflexos
na parede de um quarto quase vazio,
quase pó.
Sons cortam a janela,
vindos do além-mar,
me perco em palavras
atropelo letras
com rabiscos ecoados no escuro.
Grafite puro no cansaço interrompido.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
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2 comentários:
Mergulho na consciência,
e seu fluxo de pensamentos,
e seu dínamo convulsionado, hidrelétrica dos sentimentos.
lindo .....
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