Com ansiedade os cinéfilos soteropolitanos receberam ontem (26) a quinta edição do Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (Semcine). Pela tarde houve a abertura com o terceiro capítulo da obra “Histórias do Cinema”, dirigida pelo cineasta francês Jean-Luc Godard seguida pelo debate “Godard: Cinema e Poesia”. À noite, os participantes puderam finalmente acompanhar produções brasileiras. Primeiramente, foram exibidos os curtas baianos “Necessidade”, de Igor Souto e “Cães”, de Adler Paz e Moacyr Gramacho, acompanhados posteriormente pelo documentário “Jards Macalé – Um morcego na porta principal”, de Marco Abumjara. Quem ficou até o final teve direito a um pocket show com o próprio compositor Jards Macalé.
Paralelo ao 5º Semcine, acontece a Mostra Competitiva de Curta Metragem que premiará o curta de maior destaque durante os seis dias do Seminário. O baiano “Cães” já se mostra um forte concorrente ao prêmio. Nele, os atores Hilton Cobra e Pisit Mota interpretam um pai e um filho, respectivamente, no meio da caatinga nordestina. Em 15 minutos verifica-se uma narrativa de caráter psicológica com cortes e lembranças passadas; personagens pertencentes a outro contexto, surgem entre os arbustos para explicar a atual situação do pai e do filho, enquanto eles continuam sempre caminhando em busca a uma possível fonte de água.
Alguns elementos de “Cães” lembram a peça “Deus Danado”. Contemplada com diversos prêmios em todo o país, a peça escrita por João Denys e com direção de Alda Valéria, trata do jogo de poder e dominação entre um padrinho e um afilhado (cego) em pleno sertão. A peça inicia-se com o padrinho interpretado por Bira Freitas carregando nas costas o afilhado, também personagem de Pisit Mota. Já no curta “Cães”, o filho, que se chama Inácio, é carregado o tempo todo, como exceção do final, pelo pai. Afora, o cenário e os diálogos que lembram muito a peça. Se realmente há semelhança, Pisit afirma que foi pura coincidência, visto que o curta foi baseado em texto do escritor mexicano Juan Ruflo: “Foi coincidência. Quando começamos a montar que percebemos a semelhança”, afirma o ator que esteve presente na exibição do filme.
Paralelo ao 5º Semcine, acontece a Mostra Competitiva de Curta Metragem que premiará o curta de maior destaque durante os seis dias do Seminário. O baiano “Cães” já se mostra um forte concorrente ao prêmio. Nele, os atores Hilton Cobra e Pisit Mota interpretam um pai e um filho, respectivamente, no meio da caatinga nordestina. Em 15 minutos verifica-se uma narrativa de caráter psicológica com cortes e lembranças passadas; personagens pertencentes a outro contexto, surgem entre os arbustos para explicar a atual situação do pai e do filho, enquanto eles continuam sempre caminhando em busca a uma possível fonte de água.
Alguns elementos de “Cães” lembram a peça “Deus Danado”. Contemplada com diversos prêmios em todo o país, a peça escrita por João Denys e com direção de Alda Valéria, trata do jogo de poder e dominação entre um padrinho e um afilhado (cego) em pleno sertão. A peça inicia-se com o padrinho interpretado por Bira Freitas carregando nas costas o afilhado, também personagem de Pisit Mota. Já no curta “Cães”, o filho, que se chama Inácio, é carregado o tempo todo, como exceção do final, pelo pai. Afora, o cenário e os diálogos que lembram muito a peça. Se realmente há semelhança, Pisit afirma que foi pura coincidência, visto que o curta foi baseado em texto do escritor mexicano Juan Ruflo: “Foi coincidência. Quando começamos a montar que percebemos a semelhança”, afirma o ator que esteve presente na exibição do filme.

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